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Yellow Kid (o Menino Amarelo)

USA

 

 

 

 

 

 

Mas é na entrada do século XX, com a popularização do jornais, principalmente nos Estados Unidos que o desenho de humor ganha grande impulso, tanto que desde sua origem como até hoje o termo Comic é sinônimo de histórias em quadrinhos, recentemente tendo se diferenciado como Grafic Novel para designar quadrinhos adultos e como registra Álvaro de Moya:
Mas foi com o boom da imprensa americana, a luta Pulitzer vs. Randolph Hearst (vulgo Citizen Kane), que os suplementos dominicais coloridos surgiram, acompanhando os jornais, na figura de Yellow Kid (o Menino Amarelo), com seu panfletário camisolão amarelo, desenhado por Richard Fenton Outcault no New York World, de 1895.
Os editores notaram que o público preferia os textos com imagens e a possibilidade de lançar jornais coloridos aos domingos levou-os a encomendar máquinas especiais.
Dizem que, quando o World instalou uma impressora em cores, em 1893, um dos técnicos do jornal, Benjamin Bem-day, se encaminhou à prancheta do ilustrador e pediu pra testar a cor amarela naquele camisolão. Nesse momento histórico, nasciam duas coisas importantes: os comics como o concebemos hoje, com personagens periódicos e seriados; e o termo “jornalismo amarelo” para designar a imprensa sensacionalista, em busca do sucesso fácil com o grande público. Na verdade tratava-se nada mais nada menos, do que uma reação de conservadores que temiam a divulgação dos fatos de maneira massiva, através de uma imprensa cada vez mais popular, cada vez mais ao alcance de todos.

Desenho da capa do Boné do Bufão

line art bonéLine art da ilustração de capa do Livro O Boné do Bufão

“Na caricatura, muito mais do que nos demais ramos da arte, há dois tipos de obras preciosas e recomendáveis, por razões diferentes e quase
opostas. Umas não valem senão pelo acontecimento que representam. Elas merecem, sem dúvida, a atenção do historiador, do arqueólogo e até mesmo do filósofo e devem ocupar um lugar nos arquivos nacionais, entre os registros biográficos do pensamento humano. Como as folhas soltas do jornalismo, elas desaparecem, levadas pelo sopro incessante que traz folhas novas.”

Charles Baudelaire em Sobre a
Essência do Riso